sábado, 22 de agosto de 2020

Helio Pellegrino.

 .As coisas dadas.



Arde o tempo nem silencio,nas nervuras

do dia capturado.O azul das almas

arde também,secreto som de palmas

ao vento,sem contradições impuras.


Ardem gerânios. Flamulas.Futuras

aflições e abusões,tornadas calmas,

sorvem goles de luz,enquanto espalmas,

Sol,a gloria de tuas armaduras.


Pedras faíscam lascas conflagradas

ao pé´de velhos muros ,sacudidos

pelo orgasmo brevíssimo da hora.


O céu e´uma redoma aberta.Dadas

São as coisas ,sem véus e sem ruídos:

as coisas com seu rosto puro-agora.


M.



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