terça-feira, 27 de agosto de 2013

machu picchu





                                    MACHU   PICCHU.








Do Urubamba Senhora
Baluarte de conquistadores conquistados
Rainha Inca da resistência.

Superior ao feroz Amazônico
Protetora de Cuzco
Escarnecedora de tribos .

Pelos séculos reina
Silenciosa sentinela.



Autor : Marco Antonio E. Da Costa.



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Barroco

                                           Paixão Barroca. ( Ouro Preto).

                                                                                                “E o sino geme em lúgubres responsos:
                                                                                                 “Pobre Alphonsus”, Pobre Alphonsus! “
                                                                                                   Alphonsus de Guimaraens (1870-1921).





Manhã  nevoenta
Áureos relevos
Outono seco
Como as igrejas crepusculares
Que revelam montanhas escarpadas.

Sons sacros
De plangentes memórias
Réquiens Mineiros
De mártires Inconfidentes
Fantasmas de jovem Nação.

Nodoas  mofadas
Cicatrizes profanas
Euforias etílicas
Mistérios coloniais
Perdem-se em sede rococó.

“Aqui em ignomínia, esteve exposta a cabeça de um herói.”
Ecoa noite adentro
A estátua do valoroso Alferes,
Que um dia proferiu:
 “ Mil vidas eu tivesse ,mil vidas eu daria.”

Terra plúmbea
De capelas ocas
Sugadas pela ambição lusa,
Dores da rua são Jose´
Cintilam nas estrelas.

Os sinos  dobram ,
Quem se dobra aos sinos?
Bocas sedentas
de vinho e  bronze
Buscam a “casa dos contos”.

O olhar ambíguo dos Anjos
A Eucaristia solene da Matriz
Sob sombras  mundanas
Dos jogos de poder e álcool
No largo do rosário.

Tropel do tempo inclemente
Madeiras contorcidas pela chuva
Segredos seculares esquecidos
Da  prisca existência,
Prenuncio da morte.

Imagens nos templos
Fundem Homens e Deus
Em procissão continua
De enlevo espiritual,
Evoe´,  CRISTO !

Autor : Marco Antonio E. Da Costa


 REFERENCIAS HISTÓRICAS:
O dobrar dos sinos como toque de finados, um suplicante Réquiem , e´ uma herança Lusitana aos nossos que partem...Em determinadas ocasiões anunciavam ,também, as vitorias colhidas em campos de batalha .De cunho religioso, funciona como  crônica no cotidiano ,por exemplo, das cidades do interior Mineiro, sobretudo, as chamadas “Històricas”;que preservam tradições seculares em seu “ Modus Vivendi.” Exemplo notável vem do poeta Elisabetano John Donne (1572-1631);pregador anglicano e metafísico, que em sua Meditação XVII (1623),nos alerta :





Devoções para ocasiões especiais.

   “ NUNC LENTO SONITU DICUNT,MORIERIS.”
     “Com lento som dizem agora :  MORRERÀS.”

... Nenhum homem e´ uma ilha , completa em si mesma; todo homem e´ um pedaço do continente ,uma parte da terra firme.Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa fica menor,como se tivesse perdido um promontório,ou a casa de teu amigo ou a tua própria. A morte de qualquer homem diminui a mim ,porque na humanidade me encontro envolvido;por isso ,nunca perguntes por quem os sinos dobram,eles dobram por ti´.”...
Traduçao: Paulo Vizioli.

 Este MEMENTO MORI ( memória dos mortos) , foi usado como epigrafe por Ernest Hemingway em seu notável romance : “ Por quem os sinos dobram “ , “For Whom the bell tolls.” (1940), que narra a ação de membros das brigadas Internacionais e da resistência Espanhola ,durante a guerra civil espanhola ,na década de 1930. Hemingway presenciou o conflito como correspondente de guerra voluntario,tendo lado definido, o republicano; no entanto a vitoria ficou com a direita de Franco, apoiado por outros totalitários como Mussolini e Hitler.Na verdade, o conflito na Espanha, serviu de preparação para os fascistas ,já´ que a segunda guerra mundial se avizinhava;sendo que a Luftwaffe (força aérea do partido nazista) bombardeou civis ,por exemplo, em Guernica,região basca, de onde era oriundo Pablo Picasso, que imortalizou a carnificina na tela Cubista “Guernica”. O cinema adaptou a obra : “ Por quem os sinos dobram”, Paramount,1943;Direção de Sam Wood, Elenco base : Gary Cooper,Ingrid Bergman,Akim Tamiroff e Katina Paxinou ( oscarizada).Um clássico que teve roteiro do próprio Hemingway.






Os sinos continuam dobrando...
LIBERA ANIMA MEA , DOMINE !

Bibliografia/Referencias :

Ameal,João. Historia de Portugal.Tavares Martins,Porto,1949.
Donne,John. Antologia bilíngüe.Cip,São Paulo,1985.
Hemingway,Ernest.Por quem os sinos dobram.Nacional,São Paulo,1977.
Wood,Sam.For whom the Bell tools.Paramount,US.,1943.

Autor : Marco Antonio E. Da Costa.












     

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Florbela


                                         FLORBELA  ESPANCA , poetisa Lusa.
                                         
                                                                                 “ So´ se vê bem com o coração,
                                                                                  O essencial e´ invisível aos olhos.”
                                                                                    Antoine de Saint-Exupery.




Flor Bela de Alma da Conceição Espanca *8/12/1894,Èvora  ,+8/12/1930,Porto.Poetisa e contista portuguesa,traduziu ,por Sonetos, a alma feminina Lusa.Transformou em Lirismo, as tantas dores de sua existência; frustrações amorosas( 3 casamentos) ,perda do irmão,etc conforme fizeram François Villon antes dela e Vinicius de Moraes ,depois. Seu sobrenome exótico , vem certamente, de algum valoroso ancestral que combateu ferozmente os mouros na península ibérica,quando das guerras de Reconquista crista do solo luso.
Uma mulher com sentimentos plangentes, alternando solidão e decepções, busca alcançar na infinitude “a doce agonia de esquecer ”.De temperamento delicado e suscetível,foi colhida por infortúnios que a levaram a depressão e a morte (overdose).Sua poesia e ´expressa pelo sentimento, erotismo,feminilidade e uma cálida e triste esperança.Revela, ainda, um olhar Panteísta.
Panteismo. Do grego, Pan=tudo e Theos=Deus.Crença de que tudo e todos compõem um Deus abrangente; o universo,  a natureza e Deus são idênticos.Deus =universalidade dos seres. Filosofia preconizada por Baruch Spinoza (1632-1677),Racionalista Holandês, de origem Sefardita=judeu ibérico.
Em sua “Ética” ( publicada pos  mortem) defende uma leitura Anti-cartesiana ou dualista; na qual corpo e mente se fundem em um Monismo, um  principio único , a realidade como um todo;  DEUS.
Alguns pensamentos de Florbela :
“Ama-se quem se ama, não quem se quer amar.”
“ A ironia e´ a expressão mais perfeita do pensamento.”
“ Eu quero amar so´ por amar.”
“ A vida e´ sempre a mesma para todos ,rede de ilusões e desenganos.O quadro e´ único , a  moldura e ´que  e´ diferente.”
“ Tão pobres somos , que as mesmas palavras nos servem para exprimir a mentira e a verdade.”

                                    

  Poesias:
                                   FANATISMO.     1923.
Minh´alma  de sonhar-te anda perdida,
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida.

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma historia tantas vezes lida!

“Tudo no mundo e´ frágil, tudo passa...”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca Divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: principio e fim!”


Comentário :
Sentimento avassalador e inebriante, típico dos amores devastadores...
Sentimento como culto, inserido na natureza. Sensação de eternidade, como acontece a milhares de anos com os que amam...

                              NIHIL NOVUM *   1931.Póstumo.  * Nada de novo

Na penumbra do pórtico encantado
De Bruges,noutras eras,já vivi ;
Vi os templos do Egipto com Lotti ;
Lancei flores ,na Índia, no rio sagrado.

No horizonte de bruma opalizado,
Frente ao bosforo errei ,pensando em ti;
O silencio dos claustros conheci
Pelos poentes de nácar e brocado...

Mordi as rosas brancas de ispaâ
E o gosto a cinza em todas era igual!
Sempre a charneca Bárbara e deserta

Triste a florir,numa ansiedade vâ !
Sempre da vida – o mesmo estranho mal,
E o coração, a mesma chaga aberta!

Comentário.
“Uma geração nasce, outra morre. Mas o sol sempre se levanta”. Ernest Hemingway definiu o ciclo da vida humana assim. A poetisa parece indicar que, desde a mais remota antiguidade, estamos fadados a amar, e sofrer, em um ciclo que não conhece fronteira, nação ou época.

Bibliografia:
Espanca, Florbela. Sonetos. Europa-America, Sintra,1993.
Espinosa, Baruch. Ética. os pensadores.Abril,São Paulo,1973.
Hemingway,Ernest .Fiesta Europa-America,Porto,1976.

Autor: Marco Antonio E. Da Costa 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Celeste


        ESTRELAS CELESTES.



O Cruzeiro Esporte Clube passou a ter esse nome  em substituição a´ Societa´ Sportiva Palestra Itália (agremiação fundada em 2/1/1921 ) ; na década de 40,período da segunda Guerra Mundial , quando a Itália- país de cuja colônia nasceu  o clube estrelado- estava em guerra contra os “Aliados”, entre eles o Brasil. Escolheram os dirigentes de então,a “Constelação do Cruzeiro do Sul”,para representar o clube ,seu pavilhão e conquistas e como forma de identificação com o Brasil.O Cruzeiro do sul, também chamado Crux (cruz em latim, ref. ao formato ), e´ uma constelação do hemisfério Celestial sul.Fica próxima ao pólo sul celeste ,sendo uma constelação conhecida pelos que habitam alem da linha do equador.seu carisma se manifesta nas bandeiras nacionais de Brasil,Austrália,Nova Zelândia,entre outros.Consta no brasão de armas Brasileiro e no nome do nosso amado clube .
Da origem italiana ficaram  : o temperamento ruidoso e artístico ; o tom fraterno;o riso franco e a culinária incomparável,presentes em todos os “paisani” e “oriundi”,até hoje.




A esta base , somaram-se etnias diversas, que compõem hoje o Multifacetado perfil de nosso país continente e a reunião de diversidades unidas em torno da mesma paixão que segundo as ultimas estimativas somam 8 milhões de torcedores Celestes.
O AZUL, cor do planeta terra ,conforme Gagaryn; cor do céu em dia belos; dos olhos das mulheres européias ,dos mares em dias calmos ,da bandeira da Itália ,cuja seleção de futebol  e´ chamada de AZURRA ( devido ao tom de sua camisa ) , o que remonta a´ casa de Sabóia, primeiro bastião do processo de reunificação do pais no século XIX. O Azul ,forneceu a tonalidade do nosso clã.
Daì, veio o Manto Celeste que nos representa  e enche de orgulho pela vasta coleção de títulos e atletas fenomenais revelados ao longo do tempo. Para desespero da concorrência...
E´ comum na tradição futebolística que as equipes adotem “estrelas” para representar seus títulos. Para nós Cruzeirenses , no entanto,isso não se faz necessário, pois as cinco estrelas estampadas no peito de nossos guerreiros , como na constelação,tendem a se eternizar através de inúmeras conquistas e grandes batalhas neste esporte, que transcende qualquer trivialidade.Como as estrelas que reluzem na vastidão do céu , tendem ao infinito e nos proporcionam um sabor de eternidade.
De um Petto estelatto. Saudações celestes.



Autor: Marco Antonio E. Da Costa.


domingo, 14 de julho de 2013

Ronin

                                        OS 47 RONIN.
                                                                “ Se cair 7 vezes, levante-se 8.”
                                                                               Provérbio Japonês.




A lenda dos “ 47 Ronin” ( shishi-acki) ou Incidente de Ako (Ako Roshi) , e´ uma historia japonesa calcada em fatos  ocorridos  entre 1701 -1703,sendo considerada um ícone do código Samurai ; O Bushido.
Samurai. Soldado de elite da aristocracia japonesa;entre 1100 e 1868 ( declínio com a Restauração meiji),suas armas eram 2 espadas ( Daisho),símbolo de sua autoridade e poder : a Katana,espada maior de 60 cm e a Wakizachi espada menor de 40 cm.   Samurai significa “aquele que serve”ou “Bushi”,guerreiro.Manuseavam ,ainda, lanças,bastões,arco-flechas e jutte ( instrumento para quebrar Katanas).Eram pagos com arroz e ou terras e estavam sujeitos a um Daimyo (senhor de terras), algo equivalente a um senhor feudal europeu.Caso não tivesse um senhor ,tornava-se um Ronin(homem-onda),um samurai sem mestre,um free-lancer.

Bushido.”Caminho do guerreiro”, e´ o  código de conduta/vida/honra que norteava a existência Samurai.Propunha : Lealdade,honra pessoal,auto-disciplina,frugalidade  e até morte.Sua origem remete a ´pràtica militar dos guerreiros ,sendo atenuada pela Serenidade, oriunda do confucionismo e Budismo.Formalizada no direito feudal no Shogunato Tokugawa (1600-1868). Shogun. “Comandante do exercito”,braço armado do imperador. A narrativa que se segue esta inserida no Genroku (1688-1703), época  de desenvolvimento da cultura popular japonesa; Periodo Edo ou Tokugawa.
A historia foi imortalizada pelo teatro Kabuki ( Bizarro),com peças de estilização na interpretação e pesada maquiagem; este gênero combina dança,musica,mímica,realismo e sensualidade.Autoria de Takeda Izuma,1748,Século XVIII.Sendo o episodio mais famoso da arte teatral,o Chushingura (drama),vem sendo recontado ,por diversos meios, há séculos.
Exemplo : o Bunraku,teatro de bonecos.

O inicio.
O senhor Asano Takumi no Kami Taganori,foi escolhido Daimyo pelo shogun (Bakufu) Tokugawa Tsunayoshi,com a finalidade de entreter membros da família real.Para ajudá-lo nesta missão foi nomeado Kira Kozukenusuke yoshinaka. A narrativa indica que Kira era um estelionatário , que pretendia cobrar por seus “serviços”, o que foi recusado. Apos varias ofensas , Asano feriu o cortesão, sendo imediatamente preso. Os Ometsuke (investigadores),concluíram que a falta fora grave ; atacar outro com ira e nas dependências reais. Condenado a cometer Seppuku- suicídio ritualístico- antes de fazer o ordenado , limitou-se a dizer :” As flores caem e não querem partir,mais frustrado que as flores ,que devo fazer ?”
O shogun decretou,ainda,o confisco de renda e terras de Asano, alem da prisão de seu irmão.
ERRATICIDADE :

Com a tomada dos bens do senhor de Ako, nobre  Asano; os Samurais não tinham o que comer, nem onde morar.Tornaram-se RONIN, Samurais  sem  mestre.
Obs. Ronin em japonês, não tem plural.
Sob a liderança de Oishi  Kuranosuke Yoshio, os agora Ronin, abandonaram o castelo de Ako e deram inicio a um plano de Vingança. Após 2 anos vagando ,fingindo desleixo e exercendo outras ocupações,comercio e monastério ,por exemplo; eles acumularam armas e equipamentos para a execução de seu plano.Kira , o responsável pela morte de Asano, desconfiado ainda ,ordenou vigilância aos ex-servidores de Ako.
 Certo dia ,Oishi, saindo de um bordel,bêbado,dormiu no chão.Um samurai –de Satsuma- que passava, considerando indigna aquela postura para um Samurai,chutou e cuspiu no rosto de Oishi . Falta considerada grave : tocar o rosto de um samurai.Os lacaios de Kira viram a cena e concluíram que, de fato, os Ronin não representavam perigo, o que tranqüilizou Kira.  Após conseguirem o desenho da casa do inimigo ,foram para EDO ,com o fito de dar seqüência ao plano.
  A SAGA:




Após dois anos sob disfarce, os Ronin estavam prontos para encetar sua Vendeta, o descuido do inimigo foi o que detonou o processo. Embora mantivesse um pequeno exército,Kyra não acreditava mais em uma reação dos ex-Samurais . Após detalhado planejamento, Os Ronin, sob o comando de Oishi, desfecharam um  fulminante ataque noturno  a´ fortaleza inimiga.
 14/12/1702; em EDO, atual TOKYO. Com a anuência dos vizinhos, que odiavam Kyra, os Ronin, divididos em dois grupos, atacaram com ferocidade,causando 16 baixas no inimigo e diversos feridos. Capturado , Kyra recebeu de Oishi a oportunidade de cometer SEPPUKU,como seu mestre; o que seria uma morte honrada.O prisioneiro não respondeu e foi decapitado por Oishi ,tendo sido sua cabeça levada ,em um balde, ate o tumulo de Asano ( em Sengaku-ji-templo Budista ) e la deixada como oferenda.
Tendo a missão cumprida ,Oishi enviou um Ronin jovem a Ako para dar a noticia de que finalmente, o espírito de seu senhor poderia descansar em paz. Em seguida jantaram,aguardando a presença das autoridades. Considerados heróis ,tiveram a simpatia até do Shogun,recebendo ,após 47 dias ,a Honra de morrer por SEPPUKU e não como sicários. Em 04/02/1703, 46 Ronin cometeram SEPPUKU e foram imortalizados no imaginário cultural nipônico.As ùltimas palavras de Oishi teriam sido : “ Não existem nuvens na lua da minha vida.”O outro Ronin, mensageiro,praticou o ritual so´.Foram enterrados juntos em Sengaku-ji,onde seus restos recebem homenagens ate hoje,incensos nas lapides.
Reza a tradição que o samurai que cuspiu e chutou Oishi, ao saber do ocorrido, cometeu SEPPUKU,como forma de reparação de seu erro.
LEGADO:

A trajetória dos 47 Ronin e´ um exemplo vivo do código Bushido,sobretudo na Restauração Meiji ; período de ocidentalização do pais, por preservar valores caros as tradições Japonesas.
O código de conduta do “caminho verdadeiro do guerreiro” ( Bushi ou Samurai),pode ser comprovado na proeza dos 47 Ronin, através de :
Fidelidade, mesmo com o mestre morto a missão foi cumprida;
Sabedoria, o ataque não foi intempestivo e requereu planejamento;
Honra, a morte e´ preferível a´ desonra;
Arte da guerra, vida e morte pela espada;
Lealdade, as adversidades não abalam as convicções;
Educação, Honestidade, franqueza e dignidade;
Disciplina, controle interior e método;
Enfim, conforme o celebre Samurai Myiamoto Musachi (1584-1645) :
“ A vida e´ limitada, a Honra dura para sempre.”


CONCLUSÂO :
As exigências de retidão deste código são visíveis,ainda hoje, no cotidiano nipônico;que demonstra forte caráter,agilidade mental,capacidade de recuperação e crescimento.Pode-se inferir que o Bushido foi internalizado ,assimilado pela cultura japonesa ,estando presente ,por exemplo, no espírito das grandes corporações  e finanças atuais.

Bibliografia/referencias:
Ikeda, D. Os clássicos da literatura japonesa. Record,Rio de Janeiro,1979.
Leonar,D. Japão antigo. Jose Olimpio/life,Rio de Janeiro,1973.
Musachi,M. O livro dos 5 anéis.Conrad,Rio de Janeiro,2006.
Ronin. John Frankenheimer. United Artists,1998.
Samurais. History Channel,2003.

Autor: Marco Antonio E. Da Costa.



segunda-feira, 1 de julho de 2013

Sociedade indigena

                                                          SOCIEDADE  ÌNDIGENA.
  
                                         “Quando o Português chegou
                                           Debaixo de uma bruta chuva
                                          Vestiu o índio
                                           Que pena  !
                                           Fosse uma manha de sol
                                            O índio tinha despido
                                                     O português.”                           OSWALD de ANDRADE.





Antes da chegada dos Europeus, o território -hoje Brasil- era habitado  por povos Indígenas.
Os nativos subsistiam de caça, pesca, coleta e agricultura. No século XVI, 2000 povos indígenas viviam aqui, sendo que a maioria foi escravizada, dizimada por doenças ou absorvida pela sociedade brasileira. Esses ameríndios nos legaram o cultivo e o uso de:
Mandioca,milho,Guaraná,batatadoce,caju,ervamate,abacaxi,Pimenta,Açai,jabuticaba,cara´,urucum,pequi,jatoba´,tabaco,amemdoim,maracuja´,pitanga,mamão,buriti,feijão,abobora,goiaba; entre tantos outros. Difundiram ainda, o uso da rede de dormir e o habito do banho diário,costume desconhecido dos europeus, na ocasião.
 Os  TUPI-GUARANI  nutriam-se com proteínas vindas da caça,pesca e ,sobretudo,da agricultura. Além, da alimentação referida,rica em amido,utilizavam condimentos,tais como pimenta-cumari e adoçante Caa´- Che´ ( stevia). Plantavam ainda algodão, para tecidos e redes e Cabaceiros, para as vasilhas.
O Casamento era simples; o noivo entregava ‘a noiva um Porongo ( vasilha),para que ela trouxesse água  para casa dai em diante. Em contrapartida, o noivo  se encarregava de obter a lenha , no mato, para a “cozinha “. E estava resolvido.
A divisão do trabalho era definida assim :
Atividades relativas ao Homem; abrir picada, caçar,pescar,assar carne,cortar cipó,fazer cestos e na Colheita,transportar o produto .    Natureza/matas.
Atividades relativas à Mulher; cozinhar,cuidar das crianças, cuidar das plantas.Na semeadura ,a cunhâ,mulher casada, e a Cunhataì,solteira,cuidavam da roça.    Fertilidade/águas.
Fica clara a relutância Indígena em aceitar a “ Lavoura” européia,distinta de suas tradições e hábitos.O que, aos olhos Lusos era preguiça, na verdade era choque cultural.Na lida com animais , no entanto, os caboclos se revelaram grandes peões.
Obs.Caboclo; mestiço de Índio e branco. Outras formas ; Caboco, mameluco e caiçara. Designação do Indígena Brasileiro.

     A  Civilização Clássica ,Greco-Romana, da qual somos herdeiros,tinha como pilares :
Propriedade da terra; Patrimônio familiar, Herança dos bens paternos pelos filhos, busca de aumento das riquezas pecuniárias.
Por outro lado, a Cultura Guarani: ignorava o direito de propriedade, considerava o individual como de todos. Exemplo; a habitação coletiva e a educação infantil,que dizia respeito a todos.
Os Jesuítas, das missões orientais, não entendiam este olhar indígena; por exemplo; se dessem, aos índios, uma junta de bois para arar a terra, eles, candidamente, utilizavam o arado como espeto e faziam um churrasco do boi...
Com a vinda dos escravos africanos e a decorrente miscigenação, o perfil Brasileiro foi sendo delineado. O que não impedia que estereótipos surgissem, já no período colonial, como atesta esta quadra popular:
“Todo branco quer ser rico,
Todo mulato pimpão,
Todo negro e´  feiticeiro,
Todo caboclo ladrão. “


Autor: Marco Antonio E. Da Costa.

Bibliografia /referencias :
Barbosa,Lessa.História dos índios. Tche´,Porto Alegre,1985.
Freyre, Gilberto. Casa-grande e senzala. Global, São Paulo, 2005.
Museu do índio.gov.br



                                            

sexta-feira, 28 de junho de 2013



                                                                     MESA.
                               ” Do que  está cheio o coração ,disso e´ que fala a boca.”
                                                                                         São Lucas.





Em mesa
Sem pão ,
 Só degradação

Em mão
Sem pão ,
Só violação

Em pão
Sem mesa ,
Resta o chão

Em nação
Sem pão ,
Há   desolação.



Autor : Marco Antonio E. Da costa.