quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
DITIRAMBOS
DITIRAMBOS DE DIONISO.\FRAGMENTO 67.
FRIEDRICH NIETZSCHE,Filósofo Alemão.(1844-1900).
1882-1888.
Joga teu pesar no abismo!
Esquece, Homem! Esquece,Homem!
Divina e´a arte de esquecer!
Queres Voar,
Queres Habitar as alturas:
Joga o que mais te pesa no mar!
Ai´esta´o mar,joga´te ao mar!
Divina e´a arte de esquecer!
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Perspectiva.
PERSPECTIVA.
Henriqueta Lisboa.(1901-1985).Poetisa Brasileira\Mineira.
LongeLua,como foi
que te sonharam os poetas
na parca visão de outrora?
Eras suspiro de nácar
eras intangível pétala ?
Agora que te achas nua
no cosmo,que te pisatam
os homens com seus sapatos
e que os sábios te escalpelam
As rochas e outros entulhos,
talvez nunca mais te vejam
com o mesmo dulçor meus olhos
a contemplarem de esguelha
o que não ha´.LongeLua...
Tão apenas VeraLua.
domingo, 18 de fevereiro de 2018
CATULO
CATULO.
(Caius Valerius Catullus). Poeta Romano,
Lírico.
(87-57 AC).
Canto V.
Vivamos minha
lésbia, e amemos.
Todo
murmúrio pérfido dos velhos
Vale para
nós a mais vil das moedas.
Pode o dia
morrer e renascer,
Mas quando
morre a nossa breve luz,
Uma noite
infinita dormiremos.
Beija-me com
mil beijos, e mais cem,
Depois dá-me
outros mil e então mais cem.
Em seguida
mais mil, e então mais cem.
Depois, quando
serão muitos milhares,
Esconderemos
bem qual o numero,
Que do
invejoso evite o mau-olhado,
Tão numerosos
são os nossos beijos.
Comentário: Puro
lirismo e carinho.
Autor: Marco
Antônio Eustáquio Da Costa.
sábado, 17 de fevereiro de 2018
POETAS CLÁSSICOS.
POETAS CLÀSSICOS.
“A poesia não quer adeptos, quer
amantes.”
Federico Garcia Lorca, poeta Espanhol, (1898-1936).
.MIMNERMO. Poeta
grego, de Istambul, (630-600 AC.) SEC.VII. AC; Criador da Elegia: Poema Lírico*,
terno e triste.
Fragmento:
Nós folhas
nascidas em flórea hora
De primavera,
crescemos como setas ao sol,
Vivemos, sem
notar nenhum mal nos Deuses,
Nenhum bem, embora
nos espreite o olhar negro das parcas*.
Uma
segurando o fio da amarga idade,
Outra cosendo
o fio da morte,
A ultima
ceifando...
Dura tanto a
infância como a luz de um raio de sol.
Mas se assim
reagir o nosso fio de vida
Melhor e ‘morrer,
que viver;
Dos males
que brotam da alma,
Em dores, o
lar despedaçado,
Pálidos
lances de penúria
De quem não
deixa filhos a quem na vida mais amara
Baixando á
terra rumo ao Hades.*
E ao pobre
em que lavra o peso da doença?
Não há
‘homem a quem Zeus não mande muitos males!
Obs. I. Lírico.
Composição poética cantada ao som da Lira.\Grécia.
II. Parcas
ou Moiras Ou Fates; dai Fatalidade. Filhas da noite teciam o fio da vida de
deuses e mortais.
III. Hades. Mundo
subterrâneo pos-mortem, equivalente aproximado do Inferno Cristão.
Comentário:
O Poeta em tom amargo demonstra o fatalismo peculiar aos gregos, diante dos desígnios
dos deuses.
.ARQUÌLOCO. Poeta
Grego, de Paros. (680-630 AC.) SEC.VII. AC.
Poeta Lírico
e soldado Grego. Escreveu IAMBOS: uma sílaba átona, outra tônica (unidade rítmica).
Fragmento:
Quantas
vezes,
Quantas vezes
Na turva
água,
O mar
penteado
Pelas rajadas
Como a
desordem
Dos cabelos
De uma
mulher,
Eu suspirei,
Morto em
saudade
Pela doçura
De regressar.
Comentário: O
poeta, saudoso, em plagas distantes, recorda o doce lar.
.Anacreonte.
Poeta Grego, Lírico. De Samos .(563-478 AC.).
SEC. VI-V
AC. Cantava as Musas, Dionísio e o amor.
O estilo Anacreôntico
influenciou outros poetas da Antiguidade e ate Bizantinos.
Ode:
Da Sua Lira.
De Atridas *
os feitos, de Cadmo* os louvores
Tentei celebrar;
E a lira
rebelde so ´cantos de amores
Quis-me
entoar.
Impus-lhe
outras cordas... Trabalho perdido!
A lira troquei,
Aos feitos
de Alcides* a nova convido...
E Amor, lhe escutei!
Adeus
grandes homens! Buscai noutra lira
O vosso
louvor!
A minha não
sabe, não pode, suspira
So ´cantos
de amor!
Obs. I.Atridas-filhos
de Atreu, Agamenon e Menelau, que desencadearam a guerra de Tróia.
II. Cadmo-Herói
lendário, fundador da cidade de Tebas.
III. Alcides.
Outro nome para Herácles ou Hércules, semideus,de força descomunal.
Comentário:
O poeta prefere claramente, versar sobre o amor, do que sobre os feitos dos
homens famosos.
Tradução: A.F.Castilho.
Autor: Marco
Antônio Eustáquio Da Costa.
sábado, 10 de fevereiro de 2018
HOLDERLIN
HOLDERLIN.
“Um homem e
‘um deus quando sonha e um mendigo quando pensa.” Friedrich Holderlin, Poeta
Alemão.
Johan
Christian Friedrich Holderlin 17\3\1770-7\6\1840),
Poeta Lírico
e Romancista Alemão, da Escola Romântica,
Sintetizou o
Espírito Clássico (Grego) com o Cristianismo e a visão Romântica da natureza.
Destinado à vida eclesiástica, toma o caminho da palavra Poética. Abalado
emocionalmente após a morte da amada, não perde a verve poética, seu Humanismo
Helênico e lírico. Amparado por um admirador de seus poemas, encontra conforto
para seus últimos dias e versos.
Poemas:
.Às Parcas.*
Dai-me,
Mortíferas*, mais um verão apenas,
Só um outono
de maduro canto,
Que de bom
grado, coração já farto,
Lira
saciada, do suave jogo
Morrerei
então.
A alma que
em vida não desfrutou
Os direitos
divinos, nem no orco*, encontra repouso;
Mas se uma
vez apenas
O sagrado da
alma
Meu poema
alcança
Serão bem
vindas, sombras do inferno!*
Grato
estarei
Mesmo que a
lira não leve
Uma vez, ao
menos, vivi como os deuses,
E e ‘quanto
basta.
Obs.I.
Parcas (Roma), Moiras (Grécia); três divindades irmãs, que controlavam o
destino de deuses e mortais.
Bia (Roma)
ou Cloto (Grécia)-Tecia o fio da vida;
Décima
(Roma) ou Laquésis (Grécia)-cuidava da extensão do fio;
Morta (Roma)
ou Àtropos (Grécia)-Cortava o fio.
II .Orco
(Roma) ,Hades (Grécia)-Inferno.
III.
Mortíferas, Sombras do inferno = Parcas.
.OUTRORA.
Outrora Zeus
julgava. Reis e Sábios.
Mas agora quem
julga?
A comunidade
santa? O povo unido?
Não! Mas
quem agora julga?
Uma estirpe
de víboras! Falsa e Vil!
(A palavra
nobre não mais sobre o lábio).
Por teu nome
De novo
Invoco
Velho deus!
Manda-nos
Um Herói
Ou a
Sabedoria.
OBS. ZEUS, divindade
máxima do Mito Grego, Júpiter para os Romanos.
.EMPÈDOKLES.*
Buscas a
vida e eis te brota e brilha
Um fogo
divinal do fundo da terra,
Tu, em ânsia
horrífica, lanças-te
La para baixo,
ás chamas do Etna.
Assim
dissolveu pérolas no vinho a insolência
Da rainha; que
o fizesse! Não te tivesses,
Imolado tua
riqueza, Poeta
No cálice incandescente!
Mas para mim
és sagrado! Como a força da terra
Que te
arrebatou, vítima ousada,
E seguiria
para as profundezas, o herói,
Se não me detivesse o amor!
Obs I. Empédocles
de Agrigento, Sicília; Filósofo Pré-socrático,
(495 AC-430 AC).
Pensador Pluralista grego da magna Grécia (colônias italianas), criador da
teoria cosmogônica dos quatro elementos (Terra, Fogo, Agua e Ar), que
influenciou o pensamento Ocidental. De família ilustre, tinha reputação de
orador e de ter poderes sobrenaturais. Escrevia em versos, discípulo de
Pitágoras. De acordo com uma tradição, teria perecido ao cair nas chamas do
monte Etna. (Vulcão).
II. Conforme
Plínio, o velho, Cleópatra, rainha Greco-egípcia apostou com Marco Antônio, Triúnviro
Romano e governante de metade do mundo, com quem vivia em Alexandria; que seria
capaz de dissolver pérolas em uma taça de vinho! Gastando 10 milhões de
sestercios (Moeda Romana), uma fortuna...
E ela o fez
(possivelmente usando Vinagre), tendo em seguida bebido a mistura. Uma
extravagancia dispendiosa, comum na relação dos dois...
Holderlin
sugere que o ato de Empédocles foi mais ousado e fez mais sentido que a
diversão da rainha Ptolomaica e seu consorte.
Tradução:
Augusto de Campos.
Autor: Marco
Antônio Eustáquio Da Costa.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
LORCA.
LORCA.
“Aonde os
olhos vão com prazer, o coração também vai e os pés não demoram a segui-los.”
Federico
Garcia Lorca, (5\6\1898-18\8\1936), poeta e dramaturgo Espanhol.
Lorca nasceu
e foi executado em Granada (Andaluzia), região de base mourisca, touradas,
Flamenco e o Alhambra (Granada).
O Século XIX
originou o arquétipo do poeta “maldito”, ou seja, aqueles que usavam sua pena
para apontar mazelas em suas sociedades, ficando a margem do otimismo social.
Ex.
Holderlin, Hugo, Baudelaire, Rimbaud, Souzândrade; entre outros. Essa posição
de antagonismo ao otimismo tem no Sec. XX continuidade com: Apollinaire,
Maicovski, Valéry, para citar alguns. Herdeiro desses “legados” surge Lorca.
Vanguardista,
ligado aos Surrealistas, amigo de Salvador Dalí e Luís Buñuel sua obra abrange
o folclore de sua região bem como as tradições Gitanas. Ligado à chamada
“Geração de 1927”, granjeia popularidade com seu “Romancero Gitano” de 1928.
Era também, pintor e musico. Tem em sua trilogia camponesa (tragédias rurais) a
consolidação de sua dramaturgia:
Magnus opus:
“Bodas de
sangue”1933;
“Yerma”1934;
“A casa de
Bernarda Alba”1936.
.Tinha
simpatias pelo Socialismo e tendências homossexuais.
Quando
eclodiu a Guerra Civil Espanhola (17\7\1936-1\4\1939); foi engolido pelo
conflito sendo morto a tiros por franquistas.
O regime
republicano foi atacado pelos nacionalistas liderados pelo gen. Franco. E uma
das primeiras regiões a cair em mãos fascistas, foi o solo Granadino. Os
motivos de sua execução são obscuros, pois não era militante da esquerda,
embora simpático, tinha transito com setores conservadores; e
foi-possivelmente-executado de costas; alusão a sua orientação sexual.
De todo
modo, tornou-se um “poeta-Mártir”, pois para alguns franquistas, sua caneta era
mais perigosa que um revólver...
Com a
Democratização do estado Espanhol, seu nome foi reabilitado. Os poetas e
visionários, silenciados, fuzilados, exilados ao longo da jornada humana, tem
em comum,
O
reconhecimento da posteridade, um destaque entre milhões de mortes. Lorca combinando Tradição e vanguardismo, temperado
pelo tom ácido da realidade; colocou seu nome entre os imortais, mesmo que
tenham calado sua pena.
Poemas:
.MEMENTO. (
Memória, Lembrança em Latim).
“Quando eu
morrer
Enterrem-me
na areia
Com a
guitarra
Quando eu
morrer
Entre a
laranjeira
E a hortelã
Quando eu
morrer
Se quiserem
Enterrem-me
num catavento
Quando eu
morrer. ”
“.A Casada Infiel.
E eu que a
levei ao rio
Supondo
fosse donzela,
Quando já
tinha marido.
Era noite de
são Thiago
E foi quase
um compromisso
Apagaram-se
os faróis
E se
acenderam os grilos.
Já nas
ultimas esquinas
Toquei-lhe
os peitos dormidos,
E se me
abriram de pronto
Como ramos
de jacintos
Polvilho de
sua anágua
Vinha
ranger-me ao ouvido
Tal como um
corte de seda
Por dez
laminas rompido.
Sem luz de
prata nas copas
Os troncos
tinham crescido,
E um
horizonte de cães
Ladrava
longe do rio.
Atravessando
o silvado
Por entre
juncos e espinhos
Sob a sua
cabeleira
Fiz uma
concha no limo.
Tirei minha
gravata
Ela tirou
seu vestido
Eu, o cinto
com o revolver
Ela, seus
quatro corpetes.
Nem nardos,
nem caracóis.
Mas uma
cútis tão fina,
Nem sob a
lua cristais
Relumbram
com tanto brilho.
Suas coxas
me escapavam
Como peixes
surpreendidos,
Metade
cheias de lume,
Metade
cheias de frio.
Naquela
noite corri
Pelo melhor
dos caminhos
Montado em
potra de nácar,
Sem freios,
nem estribos.
Não quero
dizer sou homem,
As coisas
que ela me disse.
E´ que a luz
do entendimento
Torna-me mui
comedido
.Suja de
beijo e areia,
Levei-a
dali, do rio
Em luta com
o ar, batiam-se
Brancas
espadas, os lírios.
Portei-me
como quem sou.
Como Gitano
legítimo
Dei-lhe
estojo de costura
Grande, de
fina palhinha
Mas não quis
enamorar-me,
Porque já
tendo marido,
Disse-me que
era donzela
Quando a
levava ao rio.”
.1910\Intermezzo.
“Aqueles
olhos meus de 1910
Não viram
enterrar os mortos,
Nem a feira
de cinzas do que chora na madrugada,
Nem o
coração que treme acossado
Como um
cavalo marinho.
Aqueles
olhos meus de 1910
Viram a
parede branca onde as crianças urinavam
O focinho do
touro, o cogumelo venenoso
Uma lua
incompreensível que iluminava pelos ermos
Pedaços de
limão seco sob duro negro das garrafas.
Aqueles
olhos meus no pescoço da pequena égua,
No peito
transfixado de Santa Rosa adormecida,
Nos telhados
do amor,
com gemidos e mão frescas,
Num jardim
onde gatos comiam rãs.
Vão onde o pó
antigo congrega estátuas e musgos,
Caixas que
guardam o silencio de caranguejos devorados
No lugar
onde o sonho
Tropeça com
a realidade.
Ali, meus
pequenos olhos.
Não me
pergunte nada. Vi que as coisas
Quando buscam
seu curso encontram seu vazio.
Há uma dor
de ocos pelo ar sem gente
E em meus
olhos criaturas vestidas
----- sem nudez!"
Tradução: Carlos
Drummond de Andrade.
Autor: Marco
Antônio E. Da Costa.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
NA ALDEIA
NA ALDEIA...
“E ´comum destruir o que não se
pode possuir ,negar o que não se compreende e insultar o que se inveja.”
Honore de Balzac (1789-1850), Romancista
Frances.
Em uma
aldeia Longínqua, próxima do mar dois vizinhos, todas as noites, colocavam suas
cadeiras na calçada, anos a fio e tinham o seguinte tipo de conversa:
-Você sabe
que Ahmed comprou cavalos novos? Não sei como, mas comprou.
-E você sabia
que Ibrahim vai se aposentar com uma quantia enorme?
-Não acredito,
disse o primeiro...
-Verdade, pessoal
de sorte! Nunca trabalharam como nós, mas nadam no dinheiro.
E era sempre
assim; lamentavam o sucesso dos outros e reclamavam de Allah, dizendo-se
injustiçados na vida; pois entendiam ser mais merecedores das benesses que os
outros. Amargos, choramingavam a ingratidão e ironia do destino para com eles.
O tempo passava e eles continuavam sua lamúria; parceiros
na inveja, despeito e ambição. Vomitavam suas mágoas constantemente, a ponto de
leva-las para casa. Os “perseguidos” odiavam as conquistas alheias.
Das críticas
aos outros passaram a resmungar contra Deus.
- Allah só
favorece vagabundos...
-Minha
aposentadoria e ‘pouca, mas a do Abdalla e´ uma fortuna. Eu mereço mais do que
ele...
-Eu e ‘que
merecia estar ganhando rios de dinheiro...
E seguia
assim, a cantilena dos reclamos, espalhando seu fel por toda parte e para
todos.
Certa noite,
quando os dois vizinhos se encontraram e antes que começassem as reclamações; um
Anjo surgiu.
-Seus
lamentos foram ouvidos, disse o ser Angelical,
-Fui enviado
para realizar seus desejos, mas, há ‘uma condição;
O que um
pedir, será dado ao outro em dobro!
Um dos
reclamantes pensou: Gostaria de ter muitos camelos, uma casa enorme, um harém e
muito ouro. Mas se eu pedir isso,
Ele vai ter
o dobro! Desaforo.
O outro
pensou: Gostaria de ser dono de poços de petróleo,
Sair com
atrizes famosas e ter vários cavalos de puro sangue.
Se eu tiver
tudo isso, esse maldito terá o dobro! Não e ‘justo.
Gentilmente
um pediu ao outro que escolhesse primeiro,
O outro
retribuiu e em poucos minutos estavam discutindo calorosamente. Dai ‘para a
troca de agressões, foi um passo.
O Anjo, entediado,
disse:
-Se não vão
fazer pedidos, eu me vou.
Tomados de
fúria se viraram para o Anjo.
Um deles
disse rápido:
-Senhor, cega-me
o olho esquerdo e paralisa todo meu lado esquerdo!
O pedido foi
realizado e o outro ganhou desgraça em dobro!
Moral: A
inveja degrada e destrói quem a tem. O invejoso quer antes de tudo, o fracasso
dos outros, mais que o próprio sucesso.
Sua satisfação
e´a desgraça alheia. A inveja tem por irmã, a cobiça ,que não se contenta com o
que tem, quer o que e ‘dos outros... Como os dois vizinhos, Inveja e cobiça
convivem e misturam seus venenos.
Lembrando
Fedro, Fabulista Romano, SEC.I.:
“Perde o próprio,
quem cobiça o alheio.”
Baseado em
uma lenda Árabe, de tradição oral.
Autor: Marco
Antônio E. Da Costa.
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