terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Expressões Clássicas Gregas.

                                                          Expressões Clássicas Gregas.

                                                                         “Conhece-te a ti mesmo.”
                                                                          Inscrição no Oráculo de Delfos.








I.                    A Espada de Dâmocles.
Dâmocles era um cortesão na corte do tirano de Siracusa,Dionísio I, “ o velho”;Século IV AC,bajulador dizia que como Dionísio era um homem de poder e autoridade ,era afortunado,repleto de conforto e comodidades.O rei,com o propósito de corrigi-lo,ofereceu-se para trocar de lugar com ele.
Durante um banquete, enquanto se divertia, em ser servido em ouro e prata, a visão de belas mulheres e boa comida, o cortesão não percebeu que pairava sobre ele uma ESPADA afiada, presa apenas por um fio de crina de cavalo. Ao ver a espada, Dâmocles,perdeu o interesse pela opulência ,abdicando do lugar que ocupava.Dionísio explicou-lhe que esta era sua condição permanente.,ameaça de incontáveis perigos.

Leitura: Perigo iminente, mesmo em situações aparentemente plácidas,
Ameaça permanente.Alusão a insegurança dos que detém o poder,e podem perde-lo a qualquer momento.Poder e´risco.
Obs. O governo em Brasília se encontra nesta situação e parece não se dar conta, como o cortesão...
                                                                        
                   Ref. Horácio e Cícero, a partir de Timeu de Tauromenio e Diodoro Sículo.

II.                   Vitoria de Pirro ou Vitoria Pìrrica.
Pirro,rei do Èpiro (reino Grego), combateu os Romanos diversas vezes.
Em 286 Ac. Venceu os invasores, em Bonus Lucanus;
Em 279 AC., venceu em Ausculum;
Em 280 AC.,venceu em Heracleia; após esta vitória teria dito :
“ Outra vitória como esta e estamos perdidos.”
Tal comentário vinha do fato de que a vitória custara metade de seu exercito.
De fato, na batalha seguinte, os Romanos, por fim, venceram e anexaram o Èpiro ao império.
Leitura: Quando o custo de uma vitoria equivale a uma derrota, Triunfo efêmero, fugaz. Certas vitorias são piores que derrotas...
Ref.Plutarco e Dionísio de Halicarnasso.





III.                A cama de PROCUSTO.
Célebre bandido de Elêusis ,assaltava e seqüestrava os viajantes.Deitava-os em uma cama de ferro ;se a pessoa fosse mais alta era decepada,se mais baixa,era esticada;logo ,não havia sobreviventes.Pois não havia ajuste,o canalha tinha 2 camas de tamanhos diferentes.O reinado de terror do criminoso terminou, quando TESEU,herói Ateniense,o capturou e supliciou ,do mesmo modo que fazia com suas vítimas.
Leitura: Tortura lancinante; imposição de padrões de qualquer espécie, Intolerância para com o semelhante, mesmo que seja diferente; poder absoluto.
Obs. Teseu,em Grego: “ Homem forte por excelência.”
         Procusto,em grego:”Esticador”.

Ref. Brandão, Junito.Mitologia Grega.Vozes.São Paulo,1993.





Autor: Marco Antonio E. Da Costa.

  

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O Sonho do Sultão.

                                                 O Sonho  do Sultão.´

                                                                           “A verdade e´dura como o diamante e
                                                                             delicada como a flor do pessegueiro.”

                                                                                       Mahatma Gandhi (1869-1948).
                                                                                          Ativista e Pacifista Indiano.





Certa vez, um sultão egípcio sonhou que havia perdido todos os dentes. Ele acordou assustado, gritando e mandou chamar um sábio da corte, para interpretar seu sonho.
-“Que desgraça, Senhor! Cada dente perdido representa a morte de um membro da família de Vossa Majestade.”-afirmou o sábio.
-“ O Que ? Cão insolente ! como se atreve a dizer tal coisa.”
.O Emir, irado, chamou a guarda do palácio e ordenou que lhe dessem CEM CHIBATADAS.
.Em seguida, ordenou que trouxessem outro sábio para interpretar o mesmo sonho.
.”O segundo sábio disse:” Mestre, uma grande felicidade vos aguarda. “Vosso sonho mostra que vós vivereis mais que todos vossos parentes.”
.O Rosto do Sultão brilhou e, satisfeito, ele ordenou que fosse dado ao sábio a quantia de CEM MOEDAS DE OURO.
.Quando o sábio deixava o palácio, o Vizir (primeiro-ministro), atônito, aproximou-se e perguntou-lhe. ”Como e´possível ? Sua interpretação foi a mesma que a de seu colega, no entanto,ele foi chicoteado e você recebeu ouro ! “
. “Lembre-se meu caro - tudo depende de como você diz as coisas”, respondeu o velho sábio. “Este e´o grande desafio da humanidade;felicidade ou tragédia,paz ou guerra daí advém tudo.”
.” A verdade sempre deve ser dita,sempre,não resta duvida,mas a forma como ela e´dita faz toda a diferença.”” A verdade e´como uma pedra preciosa : se a jogarmos no rosto de alguém podemos feri-lo,provocando revolta.Por outro lado,se a envolvermos em uma embalagem delicada e a oferecermos com ternura,certamente ela será aceita .”

                                   
                                                        ALLAH ABENÇOE A TODOS.
. Conto Árabe.


.Autor: Marco Antonio E. Da Costa.

                                   





quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Arquíloco.

                                                   ARQUÌLOCO.

                                                                    “ Amanha há de amar ,quem nunca houver amado,
                                                                      E, quem já houver amado, amanha há de amar!”
                                                                        Caius Valerius Catullus.84 AC-54 AC.,Poeta Romano.





.Arquíloco de Paros, poeta Grego do Século VII AC. viveu, provavelmente entre 685 e 640 AC. Era da origem nobre, reza a tradição que foi rejeitado por uma moça ,Neoboule e seu pai; vingou-se a tal ponto com suas sátiras, que os dois se mataram...
Folclore a parte, foi guerreiro, conheceu a  Magna Gracia (Itália) ,tendo lutado pelos Espartanos. Teria morrido em combate, na sua terra natal, contra Naxos.De seus poemas,restam fragmentos,de cânone Alexandrino, compôs elegias e hinos, mas foi criador do poema iãmbico. Iambo ou Jambo, unidade métrica do poema, formada por uma sílaba tônica e uma átona, utilizada nos versos decassílabos, Heróicos ou Saficos e Dodecassílabos Alexandrinos. Influenciou autores contemporâneos como: Elliot, Byron e Baudelaire.


Poemas.

.Com a Lança.

Com a lança eu alcanço
Meu pão de cevada
Com a lança eu consigo
O meu vinho ismárico
Na lança apoiado
Eu bebo esse vinho.

Comentário..Ìsmara,cidade Tracia,conhecida pela qualidade do vinho.Ja citado em Homero.A lança e´a extensão do braço do guerreiro, mesmo em momentos de paz.


.Sombras.
Com um ramo de mirto
E uma bela rosa
Ela brincava;
E os cabelos
Caiam-Lhe pelos ombros
E pelas costas
Como sombras...

Comentário. O poeta vê os cabelos de sua Hetaira como um lenço, uma cobertura natural, bela e espontânea.


.A Grande Arte.
Eu possuo uma grande Arte:
Eu firo
Duramente
Aqueles que me ferem.

Comentário. Atitude característica de um guerreiro.



. A  Glauco.

Glauco, filho de léptines,
O coração dos homens tem a cor
Dos dias que Zeus traz,
Seu pensamento, a das ações a que se entregam.

Comentário. Singular combinação do fatalismo grego;
Predeterminação divinal e livre-arbítrio; os homens estão sujeitos aos deuses, mas, seu pensamento varia conforme o que fazem.

.Referencia Bibliográfica:
.Poesia Grega e Latina. Ed, Cultrix,São Paulo,1964.

Autor: Marco Antonio E. Da Costa.












terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Toledo.

                                      TOLEDO. 

                                                          “Nada e´supérfluo na natureza.”
                                                                 Ibn Rushd (Averroes), Polimata Mouro  (1126-1198).







.A conquista da península ibérica (Portugal e Espanha) pelos Mouros; do Latim Mauri=morenos; começou em 711 AD,estes muçulmanos do norte da áfrica(Marrocos),eram Berberes governados por Árabes Omíadas. Esmagaram os visigodos,governantes de então.Seguiram-se: o Califado de Córdoba(797-1035),com inúmeras revoltas cristãs; A Taifa (pequeno reino) de Toledo; o governo de Alfonso VI de Castela; as Guerras civis castelhanas e por fim a unificação Espanhola.Toledo foi a primeira capital da Espanha cristã,mas em 1561,o rei Filipe II transferiu a capital para Madrid,entrando a cidade em declínio.Os Mouros a chamavam Tulayoula.

.Nossa narrativa transcorre durante o califado de Córdoba, quando a cidade conheceu algum esplendor e muitas rebeliões. Os Cristãos não aceitavam o domínio estrangeiro, embora, os Muçulmanos fossem tolerantes com outras religiões e etnias. Como eram freqüentes as revoltas e muitas vezes, armadas; os nobres da cidade resolveram utilizar guerreiros experientes; nobres Mouros vindos da África e da Ásia. Entre eles, um chamado Sid Said.
Sid e´um título que se confere a um guerreiro valoroso, uma maneira de dizer senhor.Esse Sid era conhecido por : ferocidade em combate, cicatrizes pelo corpo,rir pouco, não beber com outros nobres,estar sempre acompanhado por seu cão  e toda folga que tinha era visto lendo O Alcorão, absorvendo as palavras do Profeta,Bênçãos sobre ele.Era ,em uma palavra, uma sombra impenetrável.Lacônico ,piedoso e reservado;tinha o respeito de seus comandados.
Com este perfil misterioso, logo surgiram lendas; diziam que era assim por causa de uma mulher que amara, mas ela pertencia ao califa, outros garantiam que fora Sufi e fizera voto de castidade e as estórias proliferavam.
Indiferente aos boatos, mantinha sua rotina militar e seu tom taciturno.
Certa noite, próximo a sua unidade de treinamento ouviu um alarido enorme. Sem saber o que era aproximou-se para averiguar. Surpreso, descobriu que era um grupo de ciganos que fizera acampamento ali perto. Colocaram as carroças em semi-circulo, acenderam uma fogueira, começaram a cantar e dançar. as mulheres eram belas e com roupas vistosas,cabelos longos e soltos,muitos adereços, dançavam e cantavam;os homens cantavam,batiam palmas e tocavam violino.Ficou observando a cena,curioso.Súbito ,alguns nobres mouros interromperam  a festividade, dizendo que eles ( os ciganos) eram páreas, e precisavam era trabalhar , que se fossem dali...Sid e outros nobres intervieram,não estavam fazendo nada demais;
“Não e´crime se divertir!” pontificou Sid.Os queixosos não ousaram retrucar e se retiraram.
Os ciganos contentes continuaram seus festejos, tendo inclusive convidado os nobres para participar. As atividades previstas para o dia seguinte ,no entanto, não o permitiam. Antes de sair, o Mouro notou uma cigana, era morena cabelos longos e negros como a noite, olhos grandes e negros, pés descalços. Brincos, pulseiras, colares, um olhar vivo e inquietante.
O que se seguiu foi o já esperado confronto, tendo o lado Mouro saído com a vitoria.
Ao passo que no adversário, o ódio só aumentava. Mesmo quando se busca ideais de paz, acaba se escrevendo a Historia com sangue. Apos a batalha, o mouro foi descansar em sua vila,quando um funcionário o avisou,entusiasmado, que se aproximava um grupo de ciganos.
Eram aqueles que ele conhecera, Sid recomendou ao criado que os convidasse a sua vila e providenciasse vinho, queijo e frutas. Os ciganos aceitaram de bom grado o convite, na pessoa de seu líder Vladimir. E logo começaram a cantar e dançar, a cigana morena se aproximou e conversaram. Ela se chamava Sara, nome da Padroeira dos ciganos e já estava acostumada com esta vida nômade. O Mouro ficou encantado com a naturalidade da moça, seu sorriso franco, seu jeito despreocupado, sua beleza natural, sua jovialidade, seus meneios juvenis. Era uma bela mulher, mas tinha um que de menina. A face de mármore de Sid  brilhou.Ela disse que leria o futuro de Sid,ninguém e´livre para ordenar o que vira amanha,pensou.Ela leu,muitas lutas,solidão ,um inventario de ilusões e de repente hesitante,silenciou.O Mouro notou.
Mais tarde, o Mouro deixou os convivas a vontade, com instalações para todos e se recolheu.
Ficou surpreso, cerca de meia hora depois com a visita de Sara aos seus aposentos. Ela perguntou a ele se ele a queria e ele disse que sim. Muito. Ela foi para o leito e foi como se almas celestes se encontrassem deixando traços indeléveis...
Atônito ficou ,quando pela manhã ,percebeu que ela partira; os ciganos também. Deixaram fitas e flores para o Mouro e se foram. Povo do vento, mesmo.
Os inimigos haviam reunido nova força e preparavam outra ofensiva.
Desta feita, O Mouro e outros oficiais montaram acampamento nas cercanias da cidade, com o objetivo de defender melhor Tulayoula.
Depois de varias escaramuças, os mouros esperavam o ataque mais forte, foi quando, uma noite,Tarik( o cão) ,começou a latir, a sentinela se afastou rápido e retornou com uma jovem segura pelo braço.Era Sara,o Mouro a convidou a entrar em sua tenda.
A  noite e´boa conselheira,pensou,em meio as exigências da profissão ,um Oasis de tranqüilidade,mesmo que passageiro,sentimentos indizíveis.
Estas visitas se tornaram freqüentes e eram vistas com bons olhos pelos companheiros de Sid. Ele não deixava de ser guerreiro e visita feminina sempre faz bem.
A batalha veio e com ela, nova vitoria Moura.
A cigana evaporou novamente.
O Mouro se perguntava se não fora algo que ela vira nas linhas de sua mão. Algo sepulcral.
No momento, a situação piorara, pois os cristãos se aliaram a outros reinos cristãos prometendo um ataque ainda mais avassalador que o anterior. A situação foi considerada crítica de tal modo, que a evacuação da cidade foi cogitada.
Os ciganos sabendo disto resolveram se retirar para outra cidade, ate´o fim do conflito,pelo menos.
Entre os nobres mouros, era senso comum, era um bom dia para morrer.
Começou a chover. No campo enlameado teve inicio a batalha.
Enquanto as carroças se moviam vagarosamente, Sara pensava no Mouro, seu destino...
E que enquanto ela errava por terras estranhas, ele estaria ao lado de seu estimado Profeta!
Sid, concentrado, pensava que todo homem deve se render a verdade. Seja ela qual for, e que morrer por Ala, o misericordioso era uma benção.
A luta durou o dia quase todo e mais uma vez, os Mouros venceram, mas com pesadas baixas. Entre outros, Sid e seu fiel cão,tombados sob uma chuva de flechas.
Na estrada, Sara teve a sensação de que alguém a chamara olhou para trás, só havia a chuva fina que caia sussurro de fonte escondida.

O que esta escrito nos Céus se cumprira na terra.
.MAKTUB.Estava Escrito.


Autor:Marco Antonio E.Da Costa.











terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A Poesia em Machado.

                                         A Poesia em Machado de Assis.

                                                                “Só se vê bem com o coração.”
                                                                 Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944)
                                                                     Escritor Frances.                                                                  
  

                                                          

.Conhecido por sua importante obra em Prosa, Machado de Assis, também teve seus dias de poeta, sobretudo no período nomeado Romantismo. Ficcionista ímpar inovou na poesia, com a concisão, equilíbrio e refinamento. “Livros: “Crisálidas,“Ocidentais”,”Falenas”,“Americanas”.
.Sua poesia tem tom reflexivo, contenção lírica  e equilíbrio retórico,prenunciando uma concepção de vida.Ha ecos de Camões e dos Franceses em seus versos.O pessimismo, marca registrada do autor pode ser detectada em algumas obras,”ocidentais”,por exemplo,na qual há ambigüidade e metafísica.

.Exemplo:

.NO ALTO.

“.O poeta chegara ao alto da montanha,
E quando ia descer a vertente do oeste,
Viu uma coisa estranha, uma figura má.
Então volvendo o olhar ao sutil, ao celeste,
Ao gracioso Ariel, que de baixo o acompanha,
Num tom medroso e agreste pergunta o que será.
Como se perde no mar um som festivo e doce,
Ou bem como se fosse um pensamento vão,
Ariel se desfez sem lhe dar mais resposta.
Para descer a encosta
O outro estendeu a mão.”

Comentário:  O poeta pondera aqui o desfecho da vida humana,representada na chegada de um poeta ao topo de uma montanha.Na subida e´acompanhado por Ariel,espírito jovial,que súbito, o abandona na jornada.A descida simboliza a velhice , o caminho para a morte,presidido por Caliban –oposto de Ariel,brutal-* cuja presença esta implícita.
*Figuras mitológicas.
.O “ outro” parece sugerir a experiência real.O espanto humano diante da inexorabilidade da morte.Uma poesia mítica, enquanto reflexão de uma angústia cultural; a morte.

.LIVROS E FLORES.

" Teus olhos são meus livros
  Que livro há ai melhor,
  Em que melhor se leia
  A página do amor?

  Flores me são teus lábios
  Onde há mais bela flor,
  Em que melhor se beba
  O bálsamo do amor? "

.Comentário: Poema de lirismo romântico explicito, referencia de Machado a Dona Carolina,sua eterna amada;companheira de toda uma vida.Nele notamos alguns aspectos caros aos Românticos;a saber: valorização da paixão,do sentimento,da natureza.
Idealização do afeto, valorização do subjetivismo e busca do sublime.




Obs. Poucas pessoas amaram como os Românticos, poucos sofreram como eles também...

Autor: Marco Antonio E. Da Costa.


 







domingo, 3 de janeiro de 2016

SAPPHO.

                                                            SAPPHO.   
                                              . Paul Verlaine.(1844-1896).
                                                   Poeta Simbolista Frances.
                                                    
                                                    
                                                        “Todo Homem é poeta quando esta apaixonado.”
                                                                 Platão, filósofo idealista do período clássico grego,
                                                                  (428 AC-328 AC. Atenas.)






Furiosa, olhos fundos e seios tesos,
Sappho,descontrolada pelo desejo
Corre como uma loba pelas praias frias.

Ela pensa em Phaon,esquecida dos ritos,
E vendo o vazio de seu desespero,
Arranca  os imensos cabelos,aos punhados.

Depois evoca acalmada pelo remorso,
O tempo em que brilhava pura, a jovem gloria
Dos amores, cantados em versos que a memória
Da alma, conta às virgens adormecidas.

Então, cerrando as pálpebras cansadas
Ela se joga no mar, de onde a chama a Moira,
E eclode no céu, incendiando a água escura
A pálida Selene,que vinga as amigas.



.Comentário:

.Safo poetisa grega, Século VII AC. conforme tradição lendária cometeu suicídio
Jogando-se ao mar de um penhasco, desesperada por ter seu amor não correspondido por Phaon, um marinheiro de Lesbos ;agraciado por Afrodite-deusa do Amor,com beleza e encanto incomparáveis.
Moira. 3 Irmãs que teciam o fio da vida ou o destino de todos, ate dos deuses.Usavam a roda da fortuna,um tear.No singular : Destino.
Selene.Deusa da lua,Irma de Helios,deus do sol.As amigas vingadas por Selene, certamente são referencia aos inúmeros corações femininos partidos por safo ,no passado.


Autor: Marco Antonio E. Da Costa.













                                                  

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Procura...

                                     PROCURA...



                                                                     “O luar e´a luz do sol que esta sonhando.”
                                                                       Mario Quintana, poeta gaucho (1906-1994).






Cada verso
                      Uma dor
Cada traço
                    Um rumor   
Sonhos trilhados
Rimas do coração,
                     In Versos


A terra, ventre fecundo, violada
Já não se importa conosco
Flores de asas
Brilhando na imensidão
Infância, saudade verdadeira
Vaga no ermo,
Na escuridão


Dia desse acordo POESIA,
Saio a´rua
Apago as luzes
E fico  a mira-la
linda, eterna
E romântica,
“a lua dos amantes.”



Autor: Marco Antonio E. Da Costa.