terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Antonio Machado, poeta Espanhol.


                                                                        “Estos  dias azules  y  este sol de infância.”
                                                                                                                    Antonio Machado.
Autor : Marco Antonio E. Da Costa.

Antonio Cipriano José Maria y Francisco de Santa Ana Machado y Ruiz , ou apenas, Antonio Machado.  ( *26/7/1879  + 22/2/1939); poeta Sevilhano da´´ geração de 1898´´; tom de Realismo Social, Modernismo. Influenciado pelo simbolismo Frances ( sobretudo Verlaine), foi um dos expoentes da Literatura Espanhola de então, junto com Federico Garcia Lorca, a quem admirava.Durante a guerra civil Espanhola (1936-1939) e com o avanço franquista ,exilou-se na França em 1938. Morreu no ano seguinte.
Poema   XXXIX .
Caminante  son  tus  Huellas
El camino,  y nada màs;
Caminante, no hay camino,
Se hace  camino  al andar.
Al  andar se  hace camino,
Y   al  volver  la vista atrás
Se  ve  la senda que nunca
Se há de volver a pisar.
Caminante , no hay camino,
Sino  estelas  em La mar.
Proverbios Y Cantares in `` Campos   de Castilla. `` 1912.

Tradução :

Caminhante,  são tuas pegadas
O caminho, e nada mais;
Caminhante, não há ´caminho,
Se faz o caminho ao andar.
Ao andar se faz o caminho,
E  ao se olhar para trás
Se  vê a  senda que nunca
Se  tornará a pisar.
Caminhante não  há caminho,
Somente esteiras de barcos no mar.

Tradução : Marco Antonio E. Da Costa.
Comentário : O poeta nos alerta que não importa o  ponto de partida ou de chegada ; mas, a CAMINHADA , ela própria a jornada ,que se faz vida e estrada.

Obs: Esteiras = piso de barco



VITRÌOLO


                                                                       “ Uma verdade dita com má intenção,
                                                                      derrota todas as mentiras possíveis.” -     William
                                                                                                                                      Blake  

                                                                                                                   .
Autor : Marco Antonio E. Da Costa.

Lentas e sutis as garras das trevas
Cravam seu estigma no corpo
Percorrem pensamentos
Fluem pelo sangue
Qual  víbora silente
Com  seu olhar vítreo
Lìvida  se aproxima
Repleta  de  intrigas
Como a corte de Nero
Pérfida , a assassina
Destila seu veneno e
Em bífido êxtase observa
A vitima agonizante, que não morre
Apenas,sofre...

MINEIRICES.


                                                              Conforme tradição oral,colhida em Ouro Preto.

                                                              “O mar é  profundo,tanto na calmaria,
                                                                   quanto na tempestade.”    John Doone.

Autor : Marco Antonio E. Da Costa.

Dizem que Mineiro não dá nem receita de pão de queijo, sem fazer política.
E costuma ser  “mineiramente”, lacônica; mas visceral...
Reza antiga prosa , que em uma determinada cidade do interior Mineiro, cravejada de rivalidades políticas, um burro morreu. E o infeliz animal morreu em frente á Igreja  principal da cidade.Decorrida uma semana, o corpo apodrecido da azemola ainda estava lá.
O Padre,da corrente oposta à do prefeito ,resolveu reclamar com o “arqui-inimigo”.
-“Sr. Prefeito tem um burro MORTO na frente da Igreja,há uma semana !
É preciso que seja retirado, o mau-cheiro começa a afastar os fieis, alem do que , diante da casa de Deus não convém que fiquem restos mortais...
Espero que o senhor tome as providencias cabíveis.”
O Prefeito- adversário político de longa data - olhou irônico e disse :
- ”Sr. Padre, o senhor sabe o que ocasionou a morte da pobre besta?”
Ao que o Padre –desconfiado-retrucou :
-`”Não vejo a relevância deste aspecto.”
-“Mas  é importante sim, pois se o causador foi um membro da sua congregação,
   A responsabilidade é toda da igreja.”
_`` Devo lembrar à vossa excelência , que os fieis antes de tudo são CIDADAOS,portanto a responsabilidade é do  Município , disse o astuto padre.
  E o prefeito provocativo: 
-“Mas não é o Senhor que tem a OBRIGAÇÂO de cuidar dos Mortos ? “
Com serena superioridade respondeu o padre:
-“Sim ! Mas também é minha OBRIGAÇAO Avisar os Parentes !”
Conta a tradição que a carcaça desapareceu e a rivalidade se acirrou...